...o que a minha mãe me dava em miúda na noite anterior a qualquer evento especial para dormir melhor. ...o que de vez em quando ainda me dava jeito que a minha mãe me desse. ...um dos aromas que eu mais gosto. ...são reflexões que me assaltam.

05
Abr 14
Passou um ano. Doze meses. 365 dias. Nao sei quantas horas. Imensos minutos. Infindaveis segundos. Parece que foi ontem. Parece que foi ha milhares de anos atras.
Fechou os olhos e ali estavam eles outra vez - verdes, profundos, tranquilos, a descobrir cada um dos segredos mais escondidos que guardava para si propria devido a falta de coragem. E o sorriso que transformava o deserto num grande oceano tao verde como a cor daqueles olhos.
Sorriu tambem para si propria. Quem diria - pensou - a revolucao que aconteceu em si mesma desde aquele dia. Como se via na altura e como se ve agora. Como cresceu em doze meses aquilo que nao tinha crescido em quarenta anos.
A gata mordiscou-lhe a perna. Abriu os olhos. Pegou no algodao com desmaquilhante e comecou a limpar o rosto.
Voltara a ver aquele sorriso e a perder-se naquele olhar? Nao sabe.
Apenas sabe que valeu a pena e que nunca mais voltara a ser a mesma.
publicado por aguadeflordelaranjeira às 20:13
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