...o que a minha mãe me dava em miúda na noite anterior a qualquer evento especial para dormir melhor. ...o que de vez em quando ainda me dava jeito que a minha mãe me desse. ...um dos aromas que eu mais gosto. ...são reflexões que me assaltam.

15
Ago 14
Acordou com o sol a bater-lhe no rosto. Abriu os olhos e ainda mal acordada perguntou a si mesma onde e que estaria. O sono tinha sido agitado com sonhos estranhos povoados de pessoas a quem a muito tempo tinha perdido o rasto.
Lembrou-se que era sexta-feira e nao tinha que ir trabalhar. Espreguicou-se e ficou na cama.
Lembrava-se sempre dos sonhos que tinha, o que a maior parte das vezes a irritava por serem demasiado confusos ou demasiado perturbadores.
Em tempos houve alguem que a primeira coisa que lhe dizia quando acordava era "conta-me o que sonhaste hoje". Tambem detestava isso. Os sonhos nao se contam. Quando fazem algum sentido so fazem sentido para quem o sonhou. Mais ninguem por muito boa vontade que tenha os compreende. Ou talvez os compreenda de uma maneira que nao tem nada a ver com o que querem dizer na realidade.
Os sonhos desta noite nao tinham pes nem cabeca. As pessoas que apareciam neles ha muito que tinham desaparecido da sua vida e de algumas nem sequer do nome se lembrava.
Abanou a cabeca como que a enxota-los da memoria. Passado e passado. Nada tem a ver com o presente.
Levantou-se. Ligou o ar condicionado.
Hoje e o primeiro dia do resto da tua vida.
E hoje e fim-de-semana.
Carpe diem.
publicado por aguadeflordelaranjeira às 18:53
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