...o que a minha mãe me dava em miúda na noite anterior a qualquer evento especial para dormir melhor. ...o que de vez em quando ainda me dava jeito que a minha mãe me desse. ...um dos aromas que eu mais gosto. ...são reflexões que me assaltam.

04
Set 14

Estremeceu quando sentiu o toque no ombro. ''Por onde andavas?'' - perguntou ele calmamente - ''nao ouviste nada do que te contei...'' sentou-se ao lado dela e passou-lhe o braço por cima dos ombros. Ela aninhou-se mais debaixo do braço e fechou os olhos. Era bom estar assim. E lembrou-se de que ja crescida costumava encostar-se assim a mae a ver a novela. ''Andas a viajar outra vez sem mim'' - disse ele. - ''So gostava de poder um dia ir contigo.'' O burburinho do ar condicionado enchia a sala e ao fundo o radio passava musica soul. E lembrou-se do primeiro dia naquela casa e como se sentiu logo pertencente aquele espaço. Um lugar de refugio e de paz. Onde podia ser ela mesma sem se preocupar com ninguem. La fora um gato miou. Estava de noite e a humidade escorria pelos vidros como chuva.Se se abrisse a porta entrava a humidade e um calor sufocante. Ali dentro ate estava fresquinho. ''Tens que te deixar dessas viagens.'' - insistiu ele - ''Nao te fazem bem.'' Mas qual viagem qual carapuça. Ela apenas estava a pensar se amanha vestia os calçoes e a t-shirt branca ou se vestia o vestido para o churrasco no clube. Mas para que contar-lhe isso? Deixa-lo pensar que ela se ausentava em viagens enigmaticas sem ele - sempre era mais romantico.

publicado por aguadeflordelaranjeira às 20:54
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